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Calculadora de Percentual de Perda de Peso

O percentual de perda mostra quanto do seu peso inicial mudou, independentemente do número na balança. É a medida que a literatura de obesidade usa para descrever progresso, porque 5 quilos significam coisas diferentes para corpos de tamanhos diferentes.

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Por que o percentual, e não os quilos.

Perder 5 quilos não é o mesmo evento para uma pessoa de 65 quilos e para uma pessoa de 120 quilos. No primeiro caso são 7,7% do peso inicial. No segundo, 4,2%. A literatura de obesidade descreve desfechos em percentual justamente por isso: é a medida que permite comparar pessoas de tamanhos diferentes.

Os marcos mais citados são 5%, 10% e 15% do peso inicial. Wing, Lang, Wadden e colaboradores (2011) analisaram 5.145 participantes do estudo Look AHEAD, todos com diabetes tipo 2, e observaram que quem perdeu de 5% a menos de 10% do peso em um ano teve mais chance de melhora em glicemia, pressão arterial, triglicerídeos e HDL do que quem manteve o peso. Entre quem perdeu de 10% a 15%, essa chance foi maior ainda na maioria desses fatores.

Ryan e Yockey (2017) revisaram o que muda em cada patamar. A partir de 5% aparecem melhoras em glicemia, pressão e HDL. Algumas condições, como apneia obstrutiva do sono e esteatose hepática, costumam exigir perdas maiores, de 10% a 15%, para mostrar mudança clínica. Os mesmos autores concluem que o alvo do acompanhamento é a melhora de saúde, não um número na balança.

Manter é uma questão diferente de perder. Wing e Phelan (2005) definiram manutenção bem-sucedida como perder pelo menos 10% do peso inicial e sustentar essa perda por pelo menos um ano, e estimaram que cerca de 20% das pessoas com excesso de peso chegam lá. Os participantes do registro que eles estudaram tinham perdido em média 33 quilos e mantido por mais de cinco anos.

Para pessoas em uso de medicação para perda de peso, o percentual costuma ser o número que aparece nas consultas de acompanhamento, porque é o que a literatura clínica usa. O ritmo e o patamar esperados variam com o caso, e quem define isso é a médica parceira.

Este cálculo não avalia composição corporal. Ele não distingue perda de gordura, de massa magra ou de água. A calculadora de proteína ajuda a estimar o alvo diário associado à preservação de massa magra durante a perda, e a calculadora de IMC oferece uma referência populacional de peso por altura, com as limitações que a página lá explica.

Sobre a fórmula

O cálculo é uma divisão: a diferença entre o peso inicial e o peso atual, dividida pelo peso inicial, multiplicada por 100. O resultado é arredondado uma vez, para uma casa decimal, e é esse número arredondado que é comparado com os marcos de 5%, 10% e 15%. Assim o percentual impresso nunca contradiz o marco impresso ao lado dele.

A aritmética não sabe nada sobre você além dos dois números que você digitou. Não sabe o período entre as duas pesagens, a hora do dia, a retenção de líquido, o ciclo menstrual, a fase hormonal, o uso de medicação ou o que mudou na sua rotina. Tudo isso muda o que o percentual significa. Resultados reais variam, e nenhuma projeção feita aqui é uma promessa.

Para mulheres em perimenopausa e menopausa, e para quem está em pós-bariátrica, o ritmo de mudança de peso frequentemente difere da média populacional que a literatura descreve. Sua equipe clínica observa esses fatores no contexto da consulta.

O percentual é aritmética. A leitura clínica vem da consulta.

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