Ferramentas / Projeção
Calculadora de Meta de Peso
Esta ferramenta projeta quanto tempo um ritmo constante de perda levaria para ir do seu peso atual até o peso desejado. É uma projeção aritmética a partir de uma hipótese, não uma previsão do que vai acontecer com você.
O que essa projeção assume.
A conta é simples e vale a pena deixá-la explícita. A ferramenta pega o seu peso atual, subtrai a fração escolhida e repete isso semana a semana até chegar no peso desejado. O número de repetições é o tempo estimado. Como a fração incide sempre sobre o peso da semana anterior, a perda em quilos vai diminuindo: quem começa em 100 kg perde 0,5 kg na primeira semana no ritmo de 0,5%, e um pouco menos a cada semana seguinte.
Ritmos de perda costumam ser descritos como porcentagem do peso corporal justamente porque o mesmo ritmo significa quantidades diferentes para corpos diferentes. Meio por cento por semana são 0,3 kg para quem pesa 60 kg e 0,5 kg para quem pesa 100 kg. A diretriz clínica do NIH (1998) descreve a perda em números absolutos, de 1 a 2 libras por semana, o equivalente a cerca de 0,45 a 0,9 kg, com uma meta inicial de 10% do peso em seis meses. Vale notar o outro lado da conta percentual: acima de cerca de 91 kg, o ritmo de 1% por semana já passa do limite superior que essa diretriz descreve.
Na prática, a perda não segue essa linha. O gasto energético muda conforme o peso cai, o apetite responde à perda, e a rotina real não é constante. Hall e colaboradores (2011) mostraram que a resposta do peso a uma mudança de energia é lenta, com meia-vida de cerca de um ano, e que prever a trajetória exige levar em conta essas adaptações do gasto energético durante a perda. A própria diretriz do NIH (1998) registra que, depois de seis meses, o ritmo de perda costuma desacelerar e estacionar. O platô faz parte da resposta do corpo à perda, não é sinal de falha de esforço.
Nada nesta página é uma promessa de resultado. A ferramenta não sabe nada sobre você além dos três números que você digitou. Ela não considera composição corporal, histórico de peso, condições clínicas, sono, estágio hormonal ou uso de medicação para perda de peso. Duas pessoas com o mesmo peso e a mesma meta podem ter trajetórias completamente diferentes, e o resultado que aparece aqui é apenas o que a conta produz, não o que a Tamarin ou qualquer serviço entrega. Quem interpreta esses números no seu caso é a médica parceira, na consulta.
Esta projeção trabalha com ritmo, não com calorias. Para ver quanto um determinado ritmo semanal representa em consumo diário, a calculadora de Déficit Calórico faz a outra metade da conta.
Sobre a fórmula
O cálculo é uma iteração semanal. A cada semana o peso é multiplicado por um menos o ritmo, e a ferramenta conta quantas semanas isso leva até cruzar o peso desejado. Não há uma divisão única, porque o ritmo é percentual: dividir o total a perder pela perda da primeira semana daria um tempo menor do que o real. Para ir de 90 kg a 80 kg no ritmo de 0,5%, essa divisão daria cerca de 22 semanas, e a iteração dá 24.
A conversão para meses divide as semanas por 4,345, que é a média de semanas em um mês de um ano de 365 dias. O total mostrado é apenas a diferença entre os dois pesos que você digitou, e não depende da contagem de semanas. A média semanal é esse total dividido pelo mesmo número inteiro de semanas mostrado acima. Como as semanas são contadas inteiras, a iteração cruza o peso desejado antes do fim da última semana, então a perda média do próprio modelo fica um pouco acima dessa divisão, e a média arredondada multiplicada pelas semanas não devolve exatamente o total. A projeção para em 520 semanas, cerca de 10 anos: além disso o resultado deixa de dizer alguma coisa útil, e a ferramenta mostra um aviso em vez de um número. A ferramenta também não devolve uma data de calendário, porque uma data se lê como compromisso, e isso aqui é aritmética.
Para mulheres em perimenopausa, em pós-bariátrica, ou em uso de medicação para perda de peso, a trajetória real costuma ter um formato diferente do que uma linha constante descreve. Sua equipe clínica observa esses fatores no contexto da consulta.
A projeção é aritmética. O acompanhamento é clínico.
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